“Decidimos mal, decidimos pouco e decidimos sem fundamento, sem razão escrutinável e sem método. Contudo, a ter que identificar um problema estrutural, quer na área da segurança, quer do País, diria que esse problema é a ausência de decisão. Por motivos facilmente identificáveis, que vão da simples incompetência à tentativa de manter a posição, o cargo ou o “poder”, não se decidiu. Enquanto que nos últimos 50 anos devíamos ter ensinado sucessivas gerações a decidir, a avaliar, a ponderar e, depois, com coragem, método e clareza, a decidir, fomo-nos entretendo com a “balada da neve” e umas coisas de Saramago e, recentemente, com a reciclagem e coisas de todo o “género”. “Nós somos o que fazemos, repetidamente. A excelência não é um feito, e sim, um “hábito” dizia Aristóteles. Se insistirmos, repetidamente, em não decidir, apenas nisso seremos excelentes.”