“Do ponto de vista de um jovem que reside atualmente em Portugal, preocupa-me essencialmente 3 aspetos. O primeiro é o preço da habitação, que para quem futuramente tenciona continuar a viver no país onde nasceu e cresceu irá passar por diversas dificuldades para ter essa capacidade de a sustentar, a par com a dificuldade que várias famílias passam para dar apoio e sustentar um filho/familiar que queira estudar numa faculdade muitas das vezes longe da sua casa e da sua família. Segundamente, a incapacidade de reter jovens qualificados, onde podemos estar perante um problema gravíssimo no futuro, partindo do pressuposto que o número de pessoas que entram na reforma irá ser bastante superior ao número de pessoas a entrar no mercado do trabalho, causado em parte pela emigração de jovens que vão à procura de melhores condições de vida. Por fim, gostava de apelar a uma maior responsabilidade cívica principalmente na altura de ir às urnas, observando-se ainda uma grande taxa de abstenção entre os jovens. Este problema pode também ser mitigado aumentando a exposição dos jovens a este tipo de assuntos relacionados com a vida política e também com questões fundamentais da vida adulta.”